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Governo de SP cria Delegacia da Diversidade para ampliar o combate a crimes de intolerância

Autor: Tatiana Santiago Data da postagem: 17:00 03/09/2021 Visualizacões: 65
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Delegacia da Diversidade/Foto: Reprodução - Alta Tensão

As vítimas podem comparecer presencialmente ou fazer o registro pela internet de delitos que tenham como motivação diversidade e intolerância sexual, racial e religiosa. Estado de SP registra, em média, mil ocorrências desses crimes por ano.

O governo de São Paulo anunciou na manhã desta quinta-feira (26) a criação da Delegacia da Diversidade para investigar crimes motivados por diversidade e intolerância sexual, étnico-raciais e religiosas.

A unidade vai cuidar somente desses tipos de delitos. As vítimas podem comparecer presencialmente ou fazer o registro pela internet. A Delegacia da Diversidade Online pode ser acessada por meio do site https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br.

Depois de escolher o tipo de delito sofrido, a vítima deve detalhar a ocorrência, inserir os dados pessoais, as informações do agressor e as provas, caso possua.

“Todos merecem respeito. Defender a democracia é respeitar os direitos humanos”, afirmou Doria, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista.

Após o registro, as ocorrências são direcionadas para investigação na unidade especializada da capital ou Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEICs) regionais.

Na capital paulista, a investigação será feita pela 2º Delegacia de Polícia de Repressão de Crimes contra a diversidade sexual e de gênero e outros delitos de intolerância, vinculadas ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A unidade terá uma estrutura com 26 policiais e um delegado, além de 4 viaturas descaracterizadas. Os policiais fizeram curso específico com treinamento para atender esses casos.

O secretário-executivo da Polícia Civil, o delegado Youssef Chanin, disse que com a criação da unidade especializada em crimes contra diversidade e intolerância, o registro desses tipos de delitos deve aumentar.

“Nós temos uma estatística dos últimos dois anos, uma média de mil casos por ano no estado. Esses mil não temos como dividir como diversidade e intolerância, pois nós não tínhamos essa estatística separada. Agora com a Delegacia da Diversidade nós vamos ter com certeza um aumento significativo do número de registros porque além da facilidade para o registro, com certeza a divulgação do serviço vai estimular e encorajar essas denúncias”, afirmou.

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