Chamada Pública: ReIntegrar com equidade de raça e gênero para egressos do sistema carcerário ACESSAR

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“Entendendo a Estrutura Social: Combatendo a Intolerância pela Ética da Alteridade”

Objetivo

Permitir que os alunos se percebam parte integrante e essencial da escola, visto que o currículo oficial, em sua maior parte, traz pouca ou nenhuma referência às suas origens e sua releitura cultural, e fornecer subsídios e orientações para que entendam a estrutura social e as relações de poder.

Metodologia

Este projeto proporcionou a construção de conhecimentos e um resgate sobre a história e cultura da África e suas influências sobre a formação do povo brasileiro. Por meio de leituras, filmes e documentários, discussões, pesquisas, entrevistas, depoimentos, intercâmbios culturais, produções de imagens e textos os alunos e as professoras sentiram-se incentivados a conhecer e resgatar a história do bairro e dos jovens e, em especial, combater qualquer tipo de discriminação e preconceito.

Atividades

• Apresentação e discussão do tema Alteridade; • Leitura e discussões de textos sobre a formação do povo brasileiro e as contribuições das diversas raças?etnias nos aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais; • Cine clube: Apresentação de filmes para discussão e reflexão sobre a ocorrência das diversas formas e facetas de discriminação e preconceito; • Pesquisa em documentos para o levantamento da formação histórica e social do bairro; • Registro de imagens junto a jovens da comunidade, a fim de entender como acontece o dia a dia, e como enfrentam os problemas, dificuldades e diferenças com uma visão para o futuro; • Visita ao Museu Afro Brasil, à Bienal de Arte Moderna – 2010, ao Parque do Ibirapuera e ao Shopping Ibirapuera, para conhecimento e pesquisa de campo; • Produções de textos e imagens; • Pesquisas; • Entrevistas; • Exposições.

Resultados

Os alunos foram envolvidos pela descoberta do novo conhecimento que, na verdade, não era novo. Tratava-se de um resgate, pois muitas coisas, apesar de estarem presentes no dia a dia, não faziam parte do conhecimento sistematizado. Percebemos que os alunos reconheceram na escola uma possibilidade de mudar o estabelecido, a realidade da sociedade brasileira, o preconceito e a discriminação e, principalmente, a exclusão pela qual passam os afro-brasileiros que vivem nas periferias de nosso país.

Docentes

Patrícia Magri Granuzzio
Ana Karina Fonseca Lagreca Franco
Renata de Fátima Ceribelli

Imagens