A área de Justiça Climática e Transição Justa do CEERT parte do entendimento de que não há solução para a crise climática sem o enfrentamento das desigualdades raciais e sociais que estruturam a sociedade brasileira. No país, os impactos das mudanças climáticas, como enchentes, secas e desastres ambientais, atingem de forma desproporcional populações negras, periféricas e povos tradicionais, que historicamente foram excluídos do acesso a direitos e oportunidades.
Esse cenário é resultado de um processo histórico que articula exploração ambiental e desigualdade racial desde o período colonial, cujos efeitos permanecem na forma como territórios são ocupados, recursos são distribuídos e decisões são tomadas. Por isso, a promoção da justiça climática exige uma abordagem antirracista, capaz de reconhecer e enfrentar o racismo ambiental e de garantir que populações negras e indígenas sejam protagonistas na construção de soluções.